Fabio Azevedo: Exterminador de campeões, Botafogo tem muitas armas para desbancar o Nacional-URU

Por atuar fora de casa no confronto de ida das oitavas da Conmebol Libertadores Bridgestone, Glorioso deve ir com um time mais recuado para o jogo. No entanto, cariocas têm peças importantes para vencer no Uruguai

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O exterminador de campeões da atual Conmebol Libertadores Bridgestone tem mais um desafio pela frente: o Nacional-URU. O dono da casa, três vezes campeão da competição, só chegou às oitavas pela trapalhada jurídica da Chapecoense. Apontar o passado e lembrar as conquistas seriam as únicas coisas que assustariam neste confronto. Só que o Botafogo tem mostrado que rasga o passado de olho no seu futuro.

Para buscar mais um feito, o jovem técnico Jair Ventura vai mudar o esquema e com razão. Demonstrando conhecimento e visão do time, ele saca o Camilo, que não atravessa bom momento, e fecha o time para se lançar no contra-ataque com Pimpão pelo lado e João Paulo, na função de um falso 10, aquele cara que vai empurrar o time. 

A força do time passa muito pelo vigor do volante Bruno Silva. Incansável, brigador e goleador. Isso mesmo. Assim tem sido em 2017, com seis gols, um atrás de Pimpão e quatro de Roger, artilheiro alvinegro com 10. Forte na proteção aos zagueiros, Bruno Silva tem boa saída de bola e velocidade para chegar ao gol adversário, mesmo com 30 anos nas costas. 

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A cozinha está bem resguardada com Gatito Fernández e Joel Carli. A saída pelo lado esquerdo é um dos pontos fortes do Botafogo com Victor Luís. É um jogo para brigar pela bola os 90 minutos e trazer vantagem no Nílton Santos, estádio que criou uma integração com o time difícil de bater. 

Este tipo de jogo, pegado e com apoio do torcedor adversário é típico de partida para um camisa 9 rodado, aquele cara que gosta do contato, mas que sabe jogar. Este é o caso do artilheiro Roger, que vive uma fase iluminada no Alvinegro. 

Como nada é fácil para o Botafogo, a torcida que foi ao Uruguai ou vai acompanhar do Brasil pode preparar o coração para fortes emoções, como tem sido na Libertadores. 

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