Fabio Azevedo: Flamengo tem caldeirão e não precisa de Maracanã

Time transforma a Ilha do Urubu em caldeirão e invencibilidade coloca em xeque negociações milionárias para ter a pressão ao lado

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O torcedor do Flamengo sempre disse que o Maracanã era a sua casa. Com a reforma do estádio para a Copa do Mundo e a licitação, o clube não conseguiu ter a mesma força dentro da antiga casa e ainda ficou pelo caminho no ano passado. As negociações milionárias e arrastadas abriram brecha para um plano B. A escolha da diretoria foi o estádio da Portuguesa, na Ilha do Governador.

Cinco meses de reforma, uma verdadeira transformação, e um gramado impecável, o Flamengo abriu a nova casa e deixou o torcedor à beira do campo, como uma espécie de décimo segundo jogador. Em 4 jogos, 100% de aproveitamento e grandes atuações. O torcedor entendeu o papel que ele pode ter e transformou a Ilha em um caldeirão.

Hoje, em um estádio mais apertado, dentro das necessidades e que pressiona o adversário o tempo todo entendo que o Flamengo não precisa do Maracanã. Claro que o torcedor vai ficar pensando, mas será que com 60 mil torcedores o Flamengo não pressionaria mais os adversários? Sim. Mas transfiro a pergunta: será que esta seria a média de público?

Em um estádio com capacidade para 18 mil torcedores, o Flamengo tem tido uma média de taxa de ocupação de 90%. Não creio que esta seria a mesma taxa no Maracanã. Isso sem falar no alto custo para abrir o estádio, algo em torno de R$ 500 mil somente para o aluguel.

Jogar na Ilha do Urubu tem dado ao Flamengo lucro financeiro e técnico, que é o que o torcedor quer saber. Claro que em grandes jogos e decisões, a Ilha ficará pequena e o Maracanã estará mais de acordo com a necessidade, mas, até lá, a Ilha tem dado conta do recado e o torcedor feito a diferença.

A pressão é enorme e os adversários estão sentindo uma atmosfera diferente e pesada com um adversário que está em evolução e crescimento com a chegada dos reforços. Definitivamente, a Ilha do Urubu é da Nação!

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