Arbitragem, o terceiro time em uma partida, precisa saber trabalhar em equipe

Diferente de antes, grupo de arbitragem tem mais membros em campo para diminuir os erros e aumentar os acertos durante os jogos. No entanto, para isso acontecer, depende muito mais do que o empenho de cada um

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Arbitragem no Brasil vem causando muita polêmica neste Campeonato Brasileiro (Getty Images)
Arbitragem no Brasil vem causando muita polêmica neste Campeonato Brasileiro (Getty Images)

Como designar essa paixão, que move milhares de torcedores? Neste esporte coletivo, as habilidades individuais se sobressaem em vários momentos acarretando mais charme ao espetáculo. Como explicar essa paixão que move milhares de torcedores do norte ao sul do país. O esporte é coletivo, porém, todos nós sabemos que um craque vence um jogo. Hoje, eu quero falar sobre a terceira equipe, aquela que fica de preto.

No Brasileirão 2017, todos estão de amarelo, antes eram quatro, agora são seis. A equipe está crescendo, assim como a responsabilidade de se ter a convicção em suas marcações sem direito a erro, não há segunda chance. Estou falando da arbitragem, os personagens comandantes do espetáculo que os brasileiros e brasileiras são tão apaixonados.

A equipe de arbitragem será fixa durante todo o campeonato, isso quer dizer que temos seis integrantes que estarão, assim como um time, atuando e concentrando juntos, visando o trabalho em equipe, dividindo responsabilidades, cada um com sua função específica, mas todos unidos para um só objetivo, cumprir as regras do jogo. Fazer valer a lei do futebol.

Quem comanda a partida é o árbitro central, desde os tempos primórdios da bola em solo inglês. Entretanto, assim como as comissões técnicas, o tipo de jogo, os jogadores e a velocidade dos confrontos mudaram, porque não readequar a forma de trabalho dos árbitros? Sim, isso aconteceu em 2017, agora há uma equipe de arbitragem maior, dividindo responsabilidades em campo. Assim como o seu time, agora os árbitros têm que trabalhar em equipe. Neste trabalho em grupo, cada membro deve reconhecer em seu parceiro sua importância, capacidade de decisões, cada qual contribui para o bom trabalho de todos.

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O árbitro central é o coração do time, aquele que conduz, que tem a palavra final, mas ouvindo seus companheiros, prestando atenção em todos os detalhes do jogo, por menores que sejam. Cabe ao árbitro o poder da decisão, ser seguro, conhecedor da regra e saber aplicá-la com segurança. Quanto maior o entrosamento dos árbitros, mais rápida e assertiva vai ser a decisão durante os jogos. A ideia é precisão e dinamismo. O trabalho em equipe é para gerar confiança, criar acertos. No entanto, o trabalho começa na Confederação, criando uma escala coerente, planejando uma logística, considerando o devido preparo dos árbitros (mentalmente, fisicamente e tecnicamente), e todas as partes devem estar com o mesmo sentimento, a mesma vontade, caso um da equipe destoe, todos saem penalizados.

Apenas compor um grupo de trabalho é simples, saber trabalhar em equipe requer muito mais capacidade e empenho. O importante é que cada um tenha o compromisso não só com sua equipe, mas consigo mesmo e com as regras do jogo, na certeza que quanto melhor for sua atuação, melhor será o resultado final.

Isso mostra que neste campeonato a arbitragem possuirá uma atenção nunca antes concebida, a busca pela eficiência, até mesmo premiações para as melhores equipes criam um cenário propício para um grande campeonato pelas equipes de amarelo. De fato, perfeição não existe, mas o caminho para ela é completamente possível de se buscar. Haverá erros e acertos? Sim, com toda a certeza. O mais importante é transformar possíveis erros em acertos, teremos uma comunicação maior entre os árbitros, comunicação em trânsito pode se transformar em conhecimento em movimento, troca de experiências entre os participantes.

Assim como as pessoas mudam, o futebol também muda. E a arbitragem não pode parar no tempo.

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