Um LeBron James rumo à irrelevância dentro da NBA

De fenômeno a ícone global, astro não tem mais os mesmos holofotes e começa a conviver com a dura realidade de estar em um time que não pode dar a ele outro título

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Por anos, pensar em NBA era automaticamente ligar o melhor basquete do mundo à figura de LeBron James. De potencial estrela logo nos primeiros a fenômeno da bola. De superestrela a ícone global. Reconhecido e reverenciado por onde passa. Ser o centro das atenções nunca foi problema para o então Rei. Fantástico fora de quadra, ainda melhor dentro do esporte. Uma força dominante imparável e um legado já construído e cementado. Um atleta que a cada dia que passa é mais e mais referência. Só que ao mesmo tempo, começa a flertar com um caminho perigoso e, muitas vezes, sem volta: o da irrelevância.

O antes bordão que tanto se referiu a LeBron James por temporadas a mais temporadas já parece estar até ultrapassado. Ele ainda faz parte da elite do basquete. Ele ainda é desejado por todos. Quem não gostaria de contar com ele? Capaz de chegar em qualquer lugar e já transformar o time que for em um favorito perene ao título. Só que LeBron James não é mais o melhor dos melhores. Não é mais o número um do mundo. E o próprio mito que já cercou o próprio nome não está mais lá.

Basta ver a temporada atual. Não é mais LeBron que ocupa as manchetes. Os grandes jogos do jogador são ofuscados. Stephen Curry, Russell Westbrook, Kawhi Leonard e Kevin Durant ocupam o espaço de LeBron. Dividem os holofotes que, até então, iluminavam apenas o camisa 23.

LeBron James não está na conferência mais disputada. Não é de hoje que ele tem tapete vermelho estendido da temporada regular até as finais. Este ano, apenas um desastre pode interromper esta tradição que já dura desde quando LeBron decidiu ir para Miami juntar forças com Chris Bosh e Dwyane Wade. Novamente, um time com James vai representar o Leste.

A questão da vez é que, mais do que nunca, este representante não parece ser capaz de encarar quem quer que saia do Oeste. Seja o Golden State Warriors, seja o San Antonio Spurs, ou um Los Angeles Clippers.

Cleveland é até um bom time. Tem bons nomes. Só que não parece bastar. Não parece ser suficiente para derrotar times do lado Oeste ainda melhores que ano passado. Tanto Warriors quanto Spurs subiram um degrau. Já o Cavaliers segue na mesma. E como está, difícil imaginar um cenário. Difícil pensar em uma chance realista em que se possa imaginar LeBron James com o terceiro título da carreira em junho.

A lógica seria que Cleveland voltasse mais forte do que o time dominado pelo Warriors nas últimas finais. O time teve o retorno dos lesionados Kyrie Irving e Kevin Love. Tudo para encaixar. Tudo para que as peças tornassem este time em um time de fato. Capaz de brigar e dar a chance de Cleveland conquistar o primeiro título da cidade depois de uma seca que já dura desde 1964. Época do lendário Jim Brown no Cleveland Browns.

Não parece ser o caso. E já aos 31 anos e com 13 temporadas na bagagem. LeBron James começa a se questionar. Será que ele ainda vai conquistar o mundo mais uma vez? Se depender deste time de agora e de imaginar que é natural que ele tenha no futuro uma queda de rendimento, a resposta é que não.

O jeito de LeBron James de dividir com os companheiros a liderança e domínio de uma equipe seria o ideal. Ideal se estes mesmos companheiros conseguissem assumir o que LeBron sabe fazer. Até agora, não é o caso. Enquanto isso, o reinado está ameaçado. Mesmo que o legado esteja lá para sempre.

LeBron já tem o nome marcado na história. Um dos melhores de todos os tempos no esporte. Só que vê, aos poucos, a janela fechar. Físico e técnica não serem mais os mesmos. Perder o status de melhor da atualidade. Acompanhar o processo de mudança. Que, lentamente, o deixa de fora da conversa dos melhores.

Quem diria que em 2016 discutiríamos a chegada de LeBron James ao patamar da irrelevância. Não que ele seja irrelevante como jogador capaz de colocar números, quebrar recordes e impressionar. Mas que está próximo de ser um ótimo jogador em uma equipe estagnada e que não consegue avançar. Um time incapaz de vencer os melhores. Um processo que não é definitivo, é verdade, mas que requer muito trabalho para trazer o Rei de volta à majestade.  

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