Pedimos desculpa para Barbosa. Cerezo também merece

Jogadores foram crucificados nas Copas de 50 e 82, mas vexame de 2014 mostra que ambos foram injustiçados

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Depois da humilhante derrota para a Alemanha, parabenizamos mais do que nunca os vice-campeões mundiais de 1950, especialmente o goleiro Barbosa, declarado “culpado” após a histórica derrota para o Uruguai, no Maracanã.

Sou contra alguém ser pregado na cruz, mas confesso que não engoli aquele vexame de Belo Horizonte. Por isso, sou extremamente radical no que diz respeito aos jogadores que começaram aquela partida trágica contra os alemães no Mineirão. Entendo que nenhum daqueles 11 deveriam ter uma chance imediata de defender a Seleção Brasileira, principalmente David Luiz e Fernandinho.

Veja bem, não tenho nada pessoal contra os dois jogadores. David Luiz foi embora cedo e não tem culpa disso. Venceu lá fora, mas o futebol dele nunca me encheu os olhos. Já Fernandinho começou muito bem no Atlético Paranaense (chegou a ter uma identificação por aqui), mas também nunca foi um fora de série para ficar acima do bem e do mal na hora das convocações.

Os dois jogadores, daqueles 11, foram os que mais comprometeram naquela partida contra a poderosa Alemanha. Isso é fato. David Luiz não teve equilíbrio, não teve inteligência tática, não teve liderança para tentar mudar a história ou deixá-la, pelo menos, mais honrosa para a nossa Seleção. Fernandinho se desligou e falhou claramente em uns três dos sete gols.

O curioso é que em 1982 muitos condenaram Toninho Cerezo após a derrota para a Itália, de Paolo Rossi, por 3 a 2, no Sarriá. A Seleção Brasileira, comandada por Telê Santana, encantava muita gente. Mas uma coisa deve ser dita: aquele time só enfrentou dois adversários verdadeiramente perigosos naquela Copa da Espanha. E eles foram a Argentina (vencemos por 3 a 1, com Maradona, ainda jovem, sendo expulso) e a Itália.

Cerezo ficou abatido emocionalmente após a inversão de jogo errada que causou em um dos gols de Paolo Rossi. O correto era tê-lo substituído no intervalo. Mas Telê optou em mantê-lo para a etapa final. E não discuto se a atitude de Telê foi benéfica ou não. Mas o fato é que Cerezo não comprometeu no segundo tempo. E quem falhou mesmo no último gol italiano foi Júnior, que deixou Paolo Rossi em condição legal para empurrar a bola para o fundo do gol da meta de Waldir Peres.

Barbosa não mereceu a condenação tão pesada. Cerezo também não. Já David Luiz e Fernandinho precisam de ótimos “advogados de defesa”. E a “defesa” precisa ser forte. Não pode tomar sete gols.

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