O “empresário” Serginho Chulapa

História que tiramos do “Baú” foi contada por César Sampaio, quando era alçado ao time profissional do Santos na metade dos anos 1980

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Serginho Chulapa tem muitas facetas. Trata-se de uma mistura de personalidades. Irreverente, goleador, estourado, gente boa, rebelde, verdadeiro e extremamente honesto.

E a história que tiramos do “Baú” foi contada por César Sampaio, quando era alçado ao time profissional do Santos, isso na metade dos anos 80.

César, então promissor jogador do meio de campo do time da Vila mais famosa, vivia a ansiedade de assinar o primeiro contrato dele como atleta profissional.

“Eu não tinha empresário, ganhava uma ajuda de custo, que seria hoje uns R$ 200. O Serginho ficou surpreso ao saber que não tinha ninguém para negociar o meu contrato com a diretoria. Então, ele se ofereceu”, conta César Sampaio.

Curto e grosso, Serginho perguntou ao menino César quanto gostaria de ganhar. “Como ganhava uns 200, eu pedi mil. O Serginho falou que tudo bem e marcou a reunião com a diretoria. Eu estava preocupado. Não sabia direito qual seria a reação da diretoria, do Serginho”, relembra o ex-volante.

Algumas horas depois, Serginho saiu da sala dos cartolas santistas e caminhou sério em direção ao novato.

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“Ele logo perguntou: três mil tá bom? E eu fiquei sem saber o que responder. Falei, está ótimo! Era só mil que eu pedia. E o Serginho retrucou: três mil por mês, mas agora você está na minha mão! Vai ter que seguir a cartilha. Não pode ficar saindo à noite, tem que treinar e estudar”, exigiu Chulapa ao jovem César Sampaio.

“O Serginho Chulapa foi um pai. Foi meu empresário. Sou muito grato por tudo”, elogia César Sampaio.

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