A mágica do futebol

Roteiros de Botafogo e Atlético-PR na Libertadores foram diferentes, mas igualmente eletrizantes

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!Manoel e Wallyson comemoram gols que foram importantes para a classificação de seus times (Foto Arena)
Manoel e Wallyson comemoram gols que foram importantes para a classificação de seus times (Foto Arena)

São tempos difíceis. De tapetão, invasão, violência, estaduais de fazer inveja a torneios de casados e solteiros.

Mas felizmente, quando parece respirar só por aparelhos, o futebol pisca o olho, mexe os braços, dá os sinais vitais que a gente precisa de vez em quando.

No Maracanã, o Botafogo se reencontrou com a sua grandeza. E olha que fazia tempo... "O Gigante Voltou", propagou sob desconfiança a torcida em mosaico, antes do jogo. Depois, tudo fez sentido.

O futebol em sua melhor versão é aquele que parece filme.

E o do Botafogo teve roteiro caprichado: sofrimento, dúvida, gol achado, ainda insuficiente, um novo e improvável heroi, cenário grandioso, final apoteótico, e o sangue coletivo fervendo ao som da irresistível trilha sonora vintage.

A impressão é a de que uma certa mágica-congregadora-de-vários-fatores-em-volta, necessária aos grandes times, deu o ar da graça. É dela que este renascido Botafogo vai precisar enquanto durar a Libertadores. E pode durar muito.

Na Vila Capanema, o roteiro foi muito diferente, mas tão eletrizante quanto, com final surpreendente, e mocinhos morrendo e ressucitando várias vezes.

Um time com grande dificuldade consegue o gol que precisava, leva o empate no instante seguinte em lance irregular... Tem pênalti no último minuto de acréscimo... Converte (pênalti não é gol, lembremos)... Vai pra disputa e parece botar tudo a perder de novo... Dois pênaltis de desvantagem... Tudo precisava dar 100% certo naquele finzinho... (Se um matemágico fosse ouvido às pressas, diria que a chance do Atlético era, naquele momento, inferior a 1%. Felizmente, o futebol odeia a matemática).

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E o sopro de esperança virou Furacão.

A tal mágica-congregadora-de-vários-fatores-em-volta, também deu o ar da graça em Curitiba. E quem viu, no estádio ou na tela do Fox Sports, não vai esquecer. 

O rubro-negro, que chegou a ser sensação no Brasil em 2013, pode e deve sonhar. Mágicas e quase-milagres, raramente acontecem por acaso. O pé esquerdo do goleiro Victor, do Atlético-MG, taí pra não nos deixar esquecer.

Enfim, foi bom tirar uma folga do futebol de tapetão e violência. 

Me deixem dormir, que eu não quero acordar.

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