
Acompanhei o amistoso da Seleção Brasileira contra a Dinamarca, em Hamburgo. O que me chamou a atenção foi o fato de termos uma provável base da Seleção olímpica em campo. Principalmente no primeiro tempo, gostei do que vi. Sandro, Rômulo, Marcelo, Danilo e, com destaque, Oscar, me agradaram. O meia do Inter mostra que pode ser uma alternativa de ligação com criatividade, e num momento em que Ganso volta a se machucar, pode ganhar espaço e dar um toque de talento ao setor. Lucas ficou devendo, aliás, ele ainda não arrebentou na Seleção principal como fazia na sub-20, porém, é um garoto de reconhecido talento e tem muita coisa a dar. Leandro Damião também não foi bem, mas, o Damigol já se apresentou bem com a amarelinha e, apesar de pouco tempo, tem crédito.
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Falando dos mais "velhos", aqueles com mais de 23, Thiago Silva dispensa comentários, Jefferson é um grande goleiro e com justiça ocupa o espaço.
Menção especial merece o Hulk. Ele tem 25 anos e se destaca com sobras no futebol português. Esse rapaz tem tudo para jogar bem em um centro mais desenvolvido no futebol europeu como Itália, Inglaterra ou Espanha, e fazer muito sucesso. Hulk precisa desse teste na carreira. Na Seleção, sempre que foi convocado, ele se apresentou bem, mas hoje foi o grande jogo — pelo menos que eu me lembre. Se entendeu bem com Oscar, compensou a presença apagada do Damião e mostrou uma arma já conhecida no Porto, e que o imperador Adriano usava muito bem: o chute forte à meia distância.
Hulk é bom jogador e pode ser um atacante de força, com característica diferente dos outros que temos, e se tornar uma peça importante. O certo é que Mano Menezes está respirando um pouco mais aliviado, pelo menos até o próximo jogo contra os EUA. Falando no Mano me lembrei do bordão...
QUE DESAGRADÁVEL
Não sou fã do trabalho do Mano na Seleção, acho que ele fez escolhas erradas e, o que pesa mais, os resultados não ajudaram contra as grandes seleções. Tudo isso faz de Mano alvo de grande pressão — inerente ao cargo — e críticas muitas vezes justas, mas, o que o novo presidente da CBF, José Maria Marin, tem feito em público com o treinador não é correto. Ficar expondo o profissional ao dizer que os resultados serão decisivos para a permanência, além de dizer que dá uma vistoriada na lista antes da divulgação, só prejudica quem está trabalhando e coloca mais lenha na fogueira gigantesca da Seleção. Sou a favor de conversar internamente e tentar corrigir o rumo. Agora, falar em público para aparecer e mostrar serviço, não concordo. Por isso, acho a atitude do presidente DESAGRADÁVEL.
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