
Vou fugir um pouco da Nascar, mas acho importante falar sobre algo que vem me incomodando e quero deixar registrado.
É inaceitável o comportamento esta semana de torcedores usando o twitter para atacar de maneira racista e ofensiva a judoca que cometeu um erro e perdeu a chance de uma medalha para o Brasil.
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Todo atleta que compete a nível mundial é uma figura pública e certamente está sujeito a críticas. Mas crítica é uma coisa e ataque pessoal é outra, ainda mais quando envolve preconceitos de raça, opção sexual, etc.
O fato de estarmos na era das mídias sociais, comunicação instantânea, etc, não dá carta livre para este tipo de comportamento, que de cara é covarde. Ou alguém pensa que os autores desses ataques diriam a mesma coisa cara a cara com a atleta?
Depois, fora a satisfação instantânea de quem se esconde por trás de uma tela de computador e de outros frustrados que não conseguem ter prazer de uma maneira saudável, esse tipo de comentário não leva a lugar nenhum.
Apesar dos atletas olímpicos terem a responsabilidade e o peso que vem junto de estar representando o Brasil, podem ter certeza que a maioria deles tem em si próprio o maior crítico e carrasco. Ninguém, mas ninguém mesmo, saiu mais derrotado do tatame que a Rafaela Silva.
Para nós, brasileiros, uma medalha a mais ou menos faz uma diferença agora, talvez amanhã.
Para Rafaela, faz uma diferença de toda uma vida. Ninguém mais do que ela sabe os sacrifícios por que passou para chegar aonde chegou. Depois, se não houver uma segunda chance em 2016, apenas ela vai carregar a lembrança do que poderia ter sido.
E o que teria sido? Basta ver a entrevista da Sarah Menezes, que cheia de esperança disse que sua vida ira mudar depois do ouro inédito.
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