Boas lembranças do Bahia

O torcedor sente saudade daquele time campeão em 1988

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!Será que Cristóvão Borges conseguirá o mesmo feito de Evaristo de Macedo? (Foto Arena)
Será que Cristóvão Borges conseguirá o mesmo feito de Evaristo de Macedo? (Foto Arena)

Não tem como comparar a situação de 1988 com a atual. O Bahia neste ano lutará, ao que tudo indica, para fugir do rebaixamento. Mas no começo daquele Campeonato Brasileiro, realizado há 25 anos, o Tricolor da Boa Terra também aspirava pouca coisa na competição.

Sem muito dinheiro em caixa,  a diretoria foi obrigada a negociar uma de suas principais estrelas antes do Brasileirão começar.

Então, o lateral-direito Zanata (aquele que se destacava por cobrar laterais dentro das áreas dos adversários) trocou Salvador pela Terra da Garoa. Foi jogar no Palmeiras.

Por outro lado, Bobô, que era cobiçado pelo Corinthians (do então presidente Vicente Matheus) ficou. O Bahia também apostou em alguns jogadores que tinham sido destaques em equipes paulistas. Casos do goleiro Sidmar (ex-XV de Piracicaba e Guarani), o lateral-esquerdo Paulo Róbson (ex-Santos) e o volante Paulo Rodrigues (ex-Botafogo de Ribeirão).

Com Evaristo de Macedo no comando técnico, o Bahia surpreendeu. Cresceu no torneio e merecidamente chegou à fase final da competição. Na semifinal, o Bahia eliminou outro tricolor: o Fluminense.

E na final superou o Internacional. O primeiro jogo, na Fonte Nova, a equipe baiana, com show de Bobô, venceu o Colorado, do goleiro Taffarel, de virada, 2 a 1. Na volta, em Porto Alegre, o empate sem gols garantiu a taça ao gigante clube nordestino. Agora, em 2013, o Bahia volta a superar o Inter no Brasileirão. Foi uma bela vitória por 2 a 1. Mas é utopia acreditar que a equipe da Boa Terra brigará neste ano pelo título, mesmo sob o comando do competente Cristovão. Uma pena.

Destacando o time base do Bahia campeão de 1988:

Ronaldo (goleiro) – Tinha brilhado também no rival Vitória. Assumiu o posto de titular com a saída de Sidmar, para a Portuguesa, durante a competição.

Tarantini (lateral-direito) – Não era o famoso jogador argentino. Tarantini teve a difícil missão de substituir o ídolo da torcida Zanata. Não comprometeu naquele Brasileirão.

João Marcelo (zagueiro) – Oriundo das categorias de base do Bahia, João Marcelo brilhou principalmente na reta final. Depois, ele atuou por Grêmio e Vitória.

Claudir (zagueiro) – Zagueiro experiente, Claudir era uma espécie de “limpa-trilho”. Jogava sempre o feijão com arroz.

Paulo Róbson (lateral-esquerdo) – Sempre com atuações regulares, Paulo Róbson, que chegou a ter passagem discreta pelo Santos, foi muito importante na conquista de 1988.

Paulo Rodrigues (volante) – Dono de futebol elegante, Paulo Rodrigues era um volante que sabia criar jogadas. Jogou antes no Uberlândia e no Botafogo de Ribeirão. Sem dúvida, um dos melhores jogadores daquela equipe.

Gil (volante) – Era um dublê. Fazia os papéis de volante e quarto homem do meio de campo da equipe montada por Evaristo. Defendeu também o Vitória, vice-campeão brasileiro em 1993.

Bobô (meia) – O craque da equipe. O camisa 8 era o dono da equipe. Além de fazer gols, Bobô era o líder do time tricolor.

Zé Carlos (meia) – Habilidoso, o camisa 10 era uma importante válvula de escape, quando Bobô estava muito marcado.

Charles (centroavante) – Ganhou o apelido de “Príncipe Charles”. Era outro revelado nas categorias de base e que se deu bem no time principal. Depois, ele chegou a ter seu passe comprado por Diego Armando Maradona e foi repassado ao Boca Juniors, sem brilhar na equipe argentina. No Brasil, Charles também jogou, entre outras, com as camisas de Cruzeiro e Flamengo.

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Marquinhos (ponta-esquerda) – Rápido e habilidoso, Marquinhos também cresceu durante a vitoriosa campanha. Deu trabalho para o bom colorado Luís Carlos Winck.

Osmar (ponta-direita) – Adorado pela torcida, o ponta-direita Osmar chegou a ser colocado na reserva por Evaristo de Macedo.

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